Notas rápidas sobre a pesquisa Ibope | Vinícius Wu

1. Marina caiu de 21 para 12% (no cenário em que enfrenta Dilma e Aécio) entre outubro do ano passado e hoje.  Como fica a estratégia de Campos – totalmente baseada na transferência do prestígio de Marina – diante do novo quadro? Vale lembrar que a “transferência” até aqui foi pouco significativa.

2. Desde que assumiu a presidência, a maior esperança que Dilma relegou aos adversários foi a possibilidade de alentar um 2º turno, e isso

2. A rejeição de Aécio (41%) é altíssima para alguém que nunca foi candidato a Presidente. Será o efeito FHC? Seria uma rejeição dirigida ao legado do PSDB? Vale a pena verificar.

3. os 24% que pretendem votar nulo somados aos 12% que não sabem ou não responderam devem ser objeto de reflexão pelos partidos. A principio, essa parcela do eleitorado parece descrente nos partidos e nas opções disponíveis. Nenhum candidato foi capaz, até aqui, de incorporar o sentimento de mudanças que emergiu nas ruas em 2013.

4: Dilma pode – e deve – organizar em torno de sua candidatura o sentimento em favor das mudanças. Números indicam credibilidade. Diante da pergunta “quem tem mais condições de promover as mudanças de que o País ainda necessita?”, Dilma aparece com 41%, com ampla  vantagem sobre Aécio (14%) e Campos (6%).

5. A tática do pavor em relação a economia, visando desgastar Dilma, não parece ter efeitos práticos. Campos e Aécio estagnaram e não há nenhum indício de que venham a crescer na esteira do noticiário econômico.

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