Jovens médicos formados pelo ProUni derrubam preconceitos e são motivo de orgulho

do Blog do Planalto

Visivelmente emocionado com a presença de 218 formandos em medicina que estudaram com bolsas do ProUni, o presidente Lula afirmou estar diante da foto de sua vida, em cerimônia realizada nesta quarta-feira (30/6) em Brasília. Os jovens presentes, que se formaram superando preconceitos e todo tipo de obstáculo, são grande motivo de orgulho para qualquer governante, disse Lula durante o evento, que marcou o início do seminário Perspectivas Profissionais na Área de Saúde, realizada em Brasília.

Assista o vídeo da cerimônia no You Tube:

Muitos criticaram o ProUni, afirmando que o programa nivelaria por baixo a educação brasileira, num preconceito injustificável, criticou o presidente, lembrando que uma avaliação feita pelo Ministério da Educação comprovou que alunos do ProUni tinham desempenho superior a outros estudantes universitários em 15 áreas avaliadas. “Eles foram precocemente rejeitados por uma parte preconceituosa da elite brasileira”, criticou o presidente.

“Não sei se até o dia 1º de janeiro vamos ter outra fotografia mais bonita do que essa para justificar a nossa passagem pelo governo. Porque o Brasil historicamente foi governado e pensado para atender uma pequena parcela da sociedade. Dava-se de barato que uma parte da sociedade tinha direitos e que poderiam fazer curso de doutorado, de graduação e de mestrado, e outra parte que estava predestinada a terminar o ensino fundamental, com muito custo fazer o secundário, e muito mais custo ainda arrumar um emprego.”

Ouça aqui a íntegra do discurso:

Um dos formandos presentes era Sara, do Pará, que vai ser formar médica no final do ano. O presidente contou aos presentes um pouco da história de Sara, que desde os três anos de idade queria ser médica e que enfrentou muitos problemas, financeiros e de saúde, para conseguir realizar seu sonho de infância. Lula elogiou a força de vontade de Sara e agradeceu suas palavras:

“Nós provamos que somos capazes, basta ter oportunidade. Agora eu quero retribuir o que o Brasil fez por mim”, disse ela.

O presidente Lula lembrou que o Brasil foi um dos últimos países da América Latina a ter uma universidade e teve vários presidentes que passaram seu mandato inteiro sem investir em uma única universidade — porque educação era considerado ‘gasto’ em vez de ‘investimento’, frisou Lula. Hoje, educação é prioridade de governo e assim foi possível chegar a números expressivos. “Em oito anos, eu, o Fernando Haddad (ministro da Educação) e o Zé Alencar (vice-presidente) já somos os que mais fizemos universidades federais neste País (ver aqui) “, lembrou o presidente, citando também o recorde de escolas técnicas criadas no Brasil durante o seu governo (ver aqui).

Isso tudo só aconteceu porque proibimos o uso da palavra gasto ao falar de educação. Dinheiro para educação deveria ser tratado como investimento, porque dá bom retorno ao País, estamos qualificando e preparando gente, para disponibilizar ao País inteligência, e não tem preço que pague isso.

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1 Comentário

  1. Não esqueçamos o vigoroso trabalho do Ministro Tarso Genro para éssa realidade.
    Observando a candidatura do Ministro Tarso Genro, a meu ver um dos mais importantes quadros do PT brasileiro, sou remetido ao que ocorreu com as ultimas candidaturas fracassadas de Britto e logo após Germano Rigotto. Em ambos os casos os candidatos sofreram as conhecidas “blindagens” por parte das elites do comando de suas campanhas e como consequencia uma vigorosa distorção assenhorou-se das decisões de maior importância. Como já referi em comentários anteriores é muito cedo para um devido crédito aos resultados de pesquisas. Entretanto, vale lembrar, que por questões de sobrevivência sempre apontarão uma tendência. Tanto Britto como Rigotto entenderam ser de maior valia os “rapa pés” com as elites sem votos do que a compania das lideranças mal cheirosas dos mais humildes mas, com certeza, pelo menos com o próprio voto. Foram cometidos verdadeiros desatinos, tanto é verdade que basta dar uma olhada na quantidade de votos que retiraram Rigotto da disputa. Foi coisa nunca vista no Rio Grande do Sul, – atirou-se uma eleição pela janela. Nada restando então a atual Governadora Yeda que não fosse capitalizar eleitoralmente o fato com a devida competencia. O Dr. Tarso, mesmo tendo como principais adversários o Prefeito Fogaça e a Governadora Yeda, insiste em movimentos temerários de retórica que digo e insisto não irão sustentar o ritimo do seu avanço pois contrariam os mais elementares entendimentos das massas que, por outro lado começam a sofrer da síndrome do “não é o bastante” mesmo que tenham a mais absoluta certeza de que o que estão recebendo é o humanamente possivel. O que está dito aqui já foi provado e comprovado pois do contrário não teríamos a grande permanencia do PT junto a Prefeitura de Porto Alegre e nem o Governo do Estado com Olivio Dutra. Tenho visto, ouvido e lido coisas que não correspondem a quem se diz adepto de uma candidatura da estatura do Dr. Tarso Genro. É imperativo que se tome medidas mais eficazes na busca de setores importantes em maior velocidade enquanto se avalia o peso eleitoral em determinadas decisões. Nem sempre ilustres fotografias valerão mais do que dois votos no bolso. Sinônimos e antônimos pouco significam para as massas se não traduzidos em comida no prato, não significa aqui que se fará uma campanha para famintos. Não, famintos sim de transparência absoluta em suas propostas. Esta é uma eleição no Rio Grande do Sul onde os gaúchos estarão com suas atenções voltadas para três direções com propostas muito distintas. Qualquer dos três candidatos que subestimarem a capacidade de entendimento, que não aprimorarem suas formas de levar aos gaúchos suas propostas estará fora do páreo eleitoral. Isso está muito claro e é o grande desafio do Ministro Tarso Genro para quem as atenções estão voltadas. Tarso Genro é a expectativa. Tomara que êle saiba disso, ou o deixem saber. Se, realmente souber, então teremos uma das mais emocionantes campanhas eleitorais dos ultimos tempos.

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